| A poesia em tudo |



imagem: Aline Jobim

"Pois uma perna é uma estrutura interna
De músculos sangrentos e ossos brancos
Os quais, rompida a pele, saltam bruscos
Como as molas partidas de uma cama
Entrando em coma, mas privadamente
Sem consciência, talvez, mas com malícia
A ejacular o plasma em ondas furtivas
E com a vinda específica da morte
Da perna, debatendo-se e eriçando-se
À maneira de fios retorcidos
Arrancados à força a um aparato"

[Vinícius de Moraes]




Nenhum comentário: